Advocacia Teixeira de Ijuí assume caso da menina Betina Bessa Mendes Featured

Na última quarta-feira,12, o Dr. Bira Teixeira, da Advocacia Teixeira, recebeu visita dos pais da menina Betina Bessa Mendes, 2 anos e 10 meses, que faleceu no dia 1º de janeiro no Hospital São Vicente de Paula, em Cruz Alta, vítima da negligência estatal na área da saúde.

Após importante reunião, ficou acordado que o escritório de advocacia, que possui sua matriz em Ijuí,  mas atende em sede na cidade de Coronel Bicaco e, em breve, em Cruz Alta e Sarandi, ficará responsável pelo acompanhamento jurídico e apoio total às demandas exigidas pelo caso.

A família esteve em busca de atendimento médico para a pequena Betina desde o dia 26 de dezembro, peregrinando nas mazelas do sistema burocrático sem conseguir atendimento adequado, tampouco leito de unidade intensiva. Após negligências, negativa de consultas, negativa de transferência e negativa de leito, em seis dias de intensa busca por um atendimento, a pequena faleceu na porta do Hospital São Vicente, prestes a ser transferida para um leito de UTI, conseguido judicialmente.

A atuação técnica do escritório será realizada pela Advocacia Teixeira, com apoio amplo na busca da justiça para que nenhuma família tenha que passar o que os familiares de Betina estão vivendo, uma falta que jamais será suprida. “A dor da família é imensurável e incomparável. Estaremos, mais uma vez, ao lado das vítimas de um sistema negligente, que deixa de atender às necessidades dos cidadãos quando eles mais precisam”, conclui Dr. Bira Teixeira.

RELEMBRE O CASO:

Os pais de Betina Bessa Mendes registraram um boletim de ocorrência, relatando a demora na espera do leito. A Polícia Civil de Cruz Alta, apura a morte da menina de 02 anos e 10 meses, que não conseguiu transferência para uma UTI pediátrica.

Conforme o delegado Márcio Marodin, a delegacia irá verificar as informações junto às autoridades de saúde. A investigação deve durar 30 dias, para então ser encaminhada à Justiça.

A Secretaria Estadual da Saúde, responsável pela regulação de leitos, diz que não havia superlotação de UTIs pediátricas. Contudo, a paciente precisava de suporte de diálise, cirurgião pediátrico e nefrologista, e que não havia disponibilidade desses profissionais em um mesmo hospital até a manhã de sábado, dia 1º.

Quando a vaga de terapia intensiva foi disponibilizada, também no sábado, a menina já não tinha condições de saúde para a transferência, informa a SES. Betina veio a falecer na tarde daquele dia.

Betina passou mal em casa, no domingo (26), apresentando sintomas de vômito e diarreia. A família levou a criança até uma unidade de pronto atendimento (UPA), de onde foi transferida para o Hospital São Vicente de Paulo na quinta-feira (30). A equipe do hospital buscou a vaga em uma UTI pediátrica, mas não conseguiu.

Em nota, a instituição lamentou o caso e disse ter feito o possível para conseguir a transferência. Já a administração da UPA afirma que todos os exames e medicamentos solicitados foram realizados e que vai investigar se houve demora na transferência para o hospital.

A família chegou a procurar o Ministério Público, que conseguiu uma ordem judicial para a disponibilização de leito. A SES afirmou que, na sexta-feira (31), os médicos da Central de Regulação Estadual e da equipe de Cruz Alta avaliaram "não haver necessidade de transferir de madrugada. Tratava-se da necessidade de leito específico para o caso". Posteriormente, "a Central de Regulação disponibilizou o leito no sábado pela manhã mas não houve condições de saúde para a transferência".

 

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Última modificação em Sexta, 14 Janeiro 2022 20:46

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