Lavouras de milho tem perdas irreversíveis devido a falta de chuva Featured

O período prolongado sem chuvas nos municípios que compreendem a região de abrangência do escritório regional da Emater está trazendo efeitos danosos às culturas de verão, conforme avaliação do engenheiro agrônomo Gilberto Bortolini.  No Fatorama da Repórter, ele disse na manhã desta quarta-feira(24) que “esta pequena estiagem já começa a comprometer as culturas – com perdas mais significativas na cultura do milho”. Este é o período conforme o agrônomo em que o cereal precisaria de mais chuva por que pelo menos 50% das lavouras estão no estágio de emissão das espigas.

“As perdas são significativas e o impacto será negativo, em termos de produção, principalmente nos municípios do entorno de Ijuí”, disse. Giberto Bortolini pontuou que nesta região há lavouras com perdas irreversíveis e outras em que já há perda total. Outro setor que será afetado pela falta de umidade na lavoura, é o da bovinocultura do leite.
Na região, o município de Augusto Pestana é o maior produtor de leite do Estado e tem no milho a principal base de alimentação do gado. Conforme dados da Emater, a estimativa é para a colheita de pelo menos 45 toneladas de massa verde e devido ao déficit hídrico essa produção não deverá passar de 20 toneladas, quebra superior a 50% do estimado. Para o milho silagem, não há mais como ter produção e nos próximos dias haverá diminuição também da oferta de forragens para vacas leiteiras. “Isso fará com que o produtor tenha que investir em ração – encarecendo a alimentação do gado e, por conseguinte, a produção de leite”, frisou.

Em relação as pastagens de verão, disse que ainda não foram implantadas na totalidade e as que estão semeadas tem desenvolvimento prejudicado pela falta de chuva. No entanto, lembrou que se a chuva cair em volumes superiores a 30 milímetros há possibilidade de reversão do quadro.

A expectativa é a mesma para a Soja que tem um pequeno atraso na sua implantação. No entanto, disse Bortolini, não é isso que preocupa e sim o déficit hídrico nas lavouras já semeadas na região. Neste solo as sementes começam a germinação e param pela falta de umidade, havendo a necessidade do tratamento para evitar o ataque de fungos na semente o que provocaria a necessidade do replantio.

Bortolini disse que mesmo com a chuva prevista para esta semana, não há possibilidades de reverter as perdas da cultura do milho por o cereal estar no período reprodutivo. Em relação a Soja, os índices previstos deverão proporcionar uma boa emergência da área semeada e possibilitará a continuidade da semeadura dos grãos. A meteorologia prevê para a região de Ijuí a partir de amanhã(25) pelo menos 50 milímetros de chuva.

Fonte- Grupo Repórter

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